A degenerescência macular da idade é uma doença da área central da retina que provoca uma perda de visão central com forte impacto na qualidade de vida dos doentes. A oftalmologista Salomé Gonçalves explica que, neste caso, há várias formas de ultrapassar as limitações causadas pela doença:
Falemos dos produtos mais escolhidos cuja a prescrição varia de caso para caso: lentes especiais para ver ao perto, com mais graduação do que o habitual, daí com maior capacidade de ampliação; temos lupas de mão ou de apoio sobre o papel e que podem ser iluminadas ou não; e ainda temos o grupo das ajudas eletrónicas – destas, eu vou só considerar algumas: ampliadores portáteis: podem caber no bolso, ajudam a ver pormenores, permitem a leitura de textos não muito longos como preços, etiquetas, menus, bulas de medicamentos, faturas, recibos….este tipo de coisas pequenas.
Depois temos ampliadores de secretária: têm maior ecrã, permitem uma leitura confortável de livros, revistas, jornais; jogar, por exemplo palavras cruzadas ou sopa de letras, e até escrever, voltar a desenhar ou mesmo pintar as unhas. Podem ter softwares de voz, o que quer dizer que quando a pessoa estiver cansada de ler, pode passar para a voz que vai ler por ela o texto.
Podem ainda ter uma câmara acoplada que tanto capta imagens distantes como próximas, permitindo ver o nosso rosto com pormenor e assim podemos fazer a maquilhagem ou a barba.
Para quem utiliza computadores, neles podem fazer-se adaptações que farão a diferença na capacidade de leitura e de escrita. Ainda falo dos tablets e dos smartphones que têm um computador integrado, são portáteis, permitem recorrer à ampliação ou mesmo fotografar, e depois ampliar as imagens que antes não se reconheciam. O smartphones, para além de muitas outras aplicações, tem também uma voz que lê o ecrã. Por fim, reafirma as condições de iluminação, quer do ambiente quer sobre a superfície de trabalho, que poderão também otimizar a capacidade de leitura e de escrita.
Termino deixando dois alertas: todas estas opções são consideradas conforme o caso clinico e para certo tipo de degenerescência macular há tratamentos que atrasam a progressão da doença; por isso, quando surgirem os primeiros sinais de alteração da visão, não descurem a consulta de rotina no vosso oftalmologista.
No programa de amanhã falamos sobre baixa visão.
Com o apoio da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.