
// Miguel Neves
Grupo Português de Superfície Ocular, Córnea e Contactologia
1º Artigo
Cultivated autologous limbal epithelial cell (CALEC) transplantation for limbal stem cell deficiency: a phase I/II clinical trial of the first xenobiotic-free, serum-free, antibiotic-free manufacturing protocol developed in the US.
Jurkunas, U.V., Kaufman, A.R., Yin, J. et al. Nature Communications, vol. 16, 4 Mar 2025.
Este estudo fase I/II em 14 pacientes com deficiência límbica grave descreve uma terapia de células limbares autólogas cultivadas (CALEC) para reparar a superfície corneana. Após seguimento de 18 meses, mais de 90% conseguiram restauração parcial ou completa da córnea, demonstrando segurança e viabilidade da técnica regenerativa.
Link: Jurkunas et al., Nature Communications, vol.16, 4 Mar 2025
2º Artigo
TFOS DEWS III: Management and Therapy Report
Jones L., Nichols K.K., Craig J.P., Stapleton F., Belmonte C., Bron A.J., et al. Am J Ophthalmol. 2025; 256:1-38.
O relatório TFOS DEWS III atualiza as recomendações internacionais sobre diagnóstico e tratamento da doença do olho seco. Propõe um modelo baseado em mecanismos patofisiológicos, abordando inflamação, hiperosmolaridade e disfunção meibomiana. Fornece algoritmos terapêuticos escalonados e enfatiza estratégias personalizadas e terapias emergentes, consolidando-se como referência global em superfície ocular e gestão da doença do olho seco.
Link: Jones L. et al., Am J Ophthalmol. 2025;256:1-38

// Fernando Trancoso Vaz
Grupo Português de Glaucoma
1º Artigo
“Glaucoma Surgery: From the Tried and True to the Novel and New”
Gedde S., Herndon L. Ophthalmology Glaucoma 2025; 8; S49-S57.
Artigo de revisão, escrito em parceria com a American Glaucoma Society, que aborda a evolução das cirurgias do glaucoma, desde as cirurgias ditas tradicionais (trabeculectomia, cirurgias não penetrantes e dispositivos de drenagem) até às mais recentes cirurgias referidas como “Minimally Invasive Glaucoma Surgery” (MIGS). Enaltece a eficácia hipotensiva das primeiras “Tried and True” e fundamenta o porquê de ainda se procurar cirurgias MIGS “Novel and New”. Breve revisão da eficácia na redução da PIO vs. segurança e reflexões sobre posição no armamentário cirúrgico.
Link: Gedde S., Herndon L., Ophthalmology Glaucoma 2025;8:S49-S57
2º Artigo
Terminology and Guidelines for Glaucoma — 6ª Edição (Novembro 2025)
Os Guidelines da Sociedade Europeia de Glaucoma fornecem recomendações claras, práticas e com grande rigor científico. Nesta 6ª edição destacam-se a inclusão da perspetiva do doente, novas questões clínicas (SLT como tratamento de primeira linha), atualização de estratégias cirúrgicas, melhoria da adesão ao tratamento, IA no glaucoma e a inclusão de mais tabelas/flowcharts para apoiar a tomada de decisão clínica.
Link: Terminology and Guidelines for Glaucoma — 6ª Edição (Nov 2025)

// Dália Meira
Grupo Português de Neuroftalmologia
1º Artigo
Analysis of Neuroradiologic Findings in Idiopathic Intracranial Hypertension—A Population-Based Study.
Steinberg Y.N.; Parnes G.J.; Raval N.K.; Pellerano Sosa F.M.; Parsikia A.; Mbekeani J.N. Journal of Neuro-Ophthalmology 45(2):183–189, June 2025.
Estudo retrospetivo que comparou RM cerebral e venografia em 111 doentes com hipertensão intracraniana idiopática (HII) e 119 controlos, identificando estenose do seio venoso transverso como um dos fatores preditivos mais fortes de HII. Reforça o papel da imagem no diagnóstico e estratificação de risco, especialmente em quadros atípicos ou quando a punção lumbar é contra-indicada.
Link: Steinberg YN. et al., J Neuro-Ophthalmol. 2025
2º Artigo
Drug-Induced Intracranial Hypertension: The Adverse Effects of Acne Medications and Topical Retinoids
Shaia J.K.; Rock J.R.; Singh R.P.; Talcott K.E.; Cohen D.A. Journal of Neuro-Ophthalmology 45(2):177–182, June 2025.
Estudo retrospetivo caso-controlo (2012–2023) no Cleveland Clinic Cole Eye Institute com 839 doentes com HII; 68 casos (8,1%) associados ao uso de tetraciclinas e/ou derivados da vitamina A. A maioria melhorou ou estabilizou após suspensão da medicação e tratamento conservador. Recomenda-se revisão imediata de fármacos suspeitos e avaliação oftalmológica precoce.
Link: Shaia J.K. et al., J Neuro-Ophthalmol. 2025

// Sérgio Estrela
Grupo Português de Patologia Oncológica e Genética Ocular
1º Artigo
Five-Year Outcomes of Lenadogene Nolparvovec Gene Therapy in Leber Hereditary Optic Neuropathy.
Yu-Wai-Man P.; Newman N.J.; Biousse V.; Carelli V.; et al. JAMA Ophthalmol. 2025 Feb 1;143(2):99–108.
Resultados de 5 anos que mostram melhoria bilateral e sustentada da visão em doentes tratados unilateralmente com mutação MT-ND4, com bom perfil de segurança.
Link: Yu-Wai-Man P. et al., JAMA Ophthalmol. 2025
2º Artigo
Update on Gene Therapy clinical Trials for eye Diseases.
Nicolas Lonfat; Laura Moreno-Leon; Claudio Punzo; Hemant Khanna. Human Gene Therapy 36(19-20) • September 2025.
Resumo do estado atual dos ensaios clínicos em terapia génica, explicando as diferentes abordagens possíveis em doenças oculares.
Link: Lonfat N. et al., Human Gene Therapy. 2025

// Ana Magriço
Grupo Português de Órbita e Oculoplástica
1º Artigo
The Role of Tranexamic Acid in Oculoplastic Surgery: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Clinical Trials
Fujimura A.Y. Jr; Cyrino L.; Alves Ribeiro V.; Amaral D.; Maia R.; da Anunciação Ginguerra M.A.; Matayoshi S. Ophthalmic Plastic and Reconstructive Surgery 41(6):616–624, Nov/Dec 2025.
Revisão sistemática e meta-análise sobre uso de ácido tranexâmico em cirurgia oculoplástica; útil para prática clínica diária do oftalmologista geral e oculoplástico.
Link: Fujimura A.Y. Jr. et al., Ophthalmic Plast Reconstr Surg. 2025
2º Artigo
Trauma in Oculoplastic Surgery — A Review
Adam Kopecký; Jan Němčanský. Czech and Slovak Ophthalmology: 2020-3.
Revisão sobre cirurgia reconstrutiva em contexto de trauma — dicas práticas para oculoplástica.
Link: Kopecký A.; Němčanský J., Czech & Slovak Ophthalmology. 2020

// Luís Abegão Pinto
Grupo Português de Investigação
1º Artigo
Deep learning em imagem ocular
O trabalho destaca a heterogeneidade das arquiteturas avaliadas — desde convolutional backbones clássicos até transformers visuais — e sublinha que a principal limitação metodológica continua a ser a falta de external validation robusta, particularmente em conjuntos de dados provenientes de diferentes dispositivos e populações.
Link: Deep learning em imagem ocular (referência interna)
2º Artigo
IA no desenvolvimento de fármacos em Oftalmologia
O artigo demonstra como modelos de machine learning-driven target discovery e plataformas de in silico screening estão a reduzir substancialmente o “lead optimization time”, permitindo modular fenótipos celulares em larga escala através de high-content image analytics, acelerando pipelines pré-clínicos.
Link: IA no desenvolvimento de fármacos em Oftalmologia (referência interna)